Carregando...

Publicações

TRIBUTAÇÃO VERDE NO MUNDO

16 Agosto 2019/ Nelm Sustentável/ SUSTENTABILIDADE

Autor do Livro Humanidade Contra as Cordas que analisa como as formas de governança podem contribuir para vencer os desafios socioambiental da atualidade, o advogado Eduardo Felipe Pérez Matias fez um levantamento sobre a aplicação de instrumentos de precificação de carbono ao redor do mundo.

O Brasil, segundo ele, ainda patina nessas questões, enquanto outros países estão dando exemplo de como setores poluentes podem ser onerados e setores sustentáveis, desonerados.

Matias conta que o primeiro imposto sobre o carbono surgiu na Finlândia, em 1990.

Em seguida, Noruega e Suécia avançaram no mesmo sentido, em 1991, e a Dinamarca em 1994. Na América Latina, diversas nações já adotaram impostos sobre o carbono como Chile, Colômbia e México.

De acordo com o autor do livro, um levantamento realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2017, que trata de tributos relacionados a aspectos ambientais de forma geral, mostra a defasagem do Brasil na adoção desse tipo de instrumento.

O estudo revela que, no Brasil, os impostos relacionados a questões ambientais representam apenas 0,65% do PIB. Por outro lado, há diversos países em que esses índices vão de 3% a 4%, como na Turquia, Holanda, Itália e Dinamarca.

Em países como Chile, Paraguai e Argentina, esse percentual é o dobro do brasileiro . “A sustentabilidade é uma tendência sem volta. Ao não compreender essa realidade e não agir para acompanhar esse movimento, o Brasil perde uma oportunidade e corre o risco de ficar para trás”, atesta Matias.

 

Publicado originalmente na edição 2019 da Revista da Lata, publicação da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio, p. 37.



Publicações relacionadas


Comentários/ 0


DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por Advogado

RECEBA NOSSAS NEWSLETTERS